Olá, meus caros amigos ciclistas!
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Esta postagem, dentre muitas outras, é muito especial
para mim (Renatinho), pois trata-se da minha primeira viagem rumo à um pedal
fora dos limites da nossa cidade, ... e um pedal de gente grande mesmo,...
encarando serras e terrenos bem diferentes daqueles que conhecemos por aqui.
A companhia foi sublime: Irineu, Vitão Prandi e o Zé
Dalto! Estes três malucos me levaram; ... e Eu, sendo o quarto, pois pra
acompanhar eles, só sendo maluco também!
Saímos na sexta-feira (dia 15) por volta das 15:30hs rumo
à São Miguel Arcanjo sob chuva, em praticamente todo o trecho, chegando lá por
volta das 20:00hs. Jantamos numa pizzaria daquela humilde cidade, onde posamos
a primeira noite. Sábado de manhã (huumm... difícil hein?) saímos rumo à
“província” de Abaitinga, onde deixamos os carros e montamos as bikes rumo à
descida da Serra da Macaca.
Com uma garoa fina que começava e parava toda hora, piso
escorregadio e umidade pesada, começou o primeiro desafio.

Cruzamos com
telheiros e carros, sendo 35kms de descidas e subidas, com os últimos 12kms+/-
descendo sem parar. Lama preta (que parecia um concreto) e pedregulhos nas
curvas molhadas testaram as habilidades dos ciclistas (do mais experiente ao
novato), além de colocar a prova freios e demais equipamentos das bikes, que já
iniciaram o pedal bem molhadas (o Zé colocava “sacolinhas” pra todo lado)! Lá
em baixo encontramos outros três ciclistas que acabavam de completar o trecho!
Lembra os 12kms de descida sem parar??? Na volta, foram
12kms de subida sem parar! Debaixo de forte chuva, retornamos aos carros que
estavam lá em cima (em Abaitinga), almoçamos e descemos novamente a serra rumo
à cidade histórica de Iguape (Vale do Ribeira).
No segundo dia, o plano era seguirmos pela praia de Ilha
Comprida
até Cananéia. A nossa “companheira garoinha” e ventos fortes em
contra-diagonal, não permitiam que a velocidade na praia ultrapassasse 15kms/h.
Após uma breve água-de-coco para o Zé (o Vitão quis dar uma volta de trator)
seguimos rumo ao bairro das “Pedrinhas”, onde almoçamos e conhecemos a
divisória do Mar Pequeno que separa o continente da Ilha Comprida.
Como eu disse: o plano era seguirmos até Cananéia, mas,
apesar do trecho ser todo plano ... enganou-se quem pensou ser fácil! O piso
estava meio pesado e o vento barrando demais, sem falar na iminente chuva forte
que nos rondava... resolvemos voltar! A volta foi um pouco melhor, pois, o
mesmo vento que barrava... agora empurrava, mesmo assim, o pedal deste dia deu
quase 100kms (detalhe) de pernas subindo e descendo, pedalando sem parar!
No terceiro dia seguimos ao bairro da praia da “Juréia”
e, já logo de cara com 3kms, encaramos um paredão de serra com algumas subidas
e descidas com graus de inclinações entre 30 e 40... o café da manhã quase
voltou!!!!
Mais adiante,... experiência nova até mesmo para os veteranos, onde
seguimos pela travessia de balsa rumo à praia.
Sensação diferenciada... pedal na praia deserta, com
vento fraco e solo firme! Neste dia foram pequenos os trajetos em que corpo
sentiu,.... mas, as bikes!!!? A velocidade era alta e haviam pequenos terminais
de córregos que desembocavam no mar, gerando algumas travessias próximas as
ondas. Almoçamos por lá, e logo retornamos até Iguape, onde “levantamos vôo”
rumo a Peruíbe!

Infelizmente, o que deveria ser o quarto dia de pedal
rumo à Barra do Una, não pode ser cumprido devido a forte chuva que caiu na
região na madruga da 2ª para a 3ª feira. Prudente foi a decisão do grupo em
retornar para a nossa cidade!
Aliás ... foi muito bom
e produtivo,... de 4 dias, conseguimos pedalar 3, mesmo com aquele tempo.Nenhuma bike quebrou ou travou neste pedal de condições
severas!
Adorei a experiência!!! A companhia dos amigos foi
sensacional!!!
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MEU MUITO OBRIGADO A TODOS!
Abs, Renatinho Barbie.